Em Fortaleza, durante a madrugada, um grupo de adolescentes arrancou várias pedras da calçada de um batalhão da PM e, com elas, montou ali mesmo uma frase com as iniciais de uma facção criminosa e ofensas à polícia. Imediatamente, os jovens foram detidos e conduzidos à delegacia de menores. Ao saber da detenção, um sujeito correu para o órgão corregedor das polícias, denunciando que os menores foram torturados. A ocorrência foi então reapresentada naquele órgão. Ali, um sargento que havia participado da detenção reconheceu o denunciante da “tortura” como um traficante conhecido. Houve uma discussão entre eles. A delegada que analisava os fatos classificou os policiais militares como bandidos, torturadores, e resolveu prender os policias por crime de tortura, tráfico de drogas (os menores estavam na posse de maconha) e determinou a prisão dos PMs.

Em meio a uma séria crise de segurança, com chacinas, níveis de homicídios nas alturas, domínios das prisões por facções criminosas, a atitude da delegada gerou um conflito. O governador, o secretário de Segurança, comandante da PM, o chefe da Policia Civil, entidades de classe, todos tiveram que intervir. A delegada foi obrigada a rever sua decisão, ficou desmoralizada, e os policiais militares foram soltos.

Este fato não é surpreendente. Demonstra que a grave crise de segurança que assola o país de Norte a Sul possui um componente: agentes públicos desprovidos de racionalidade, que apenas decoraram uma penca de códigos e, assim, conseguiram passar num concurso. Não possuem experiência de vida, nenhuma racionalidade, seguem teorias esdrúxulas, ignorando por completo que a lei deve ser interpretada com foco na sociedade e não no indivíduo. Direitos individuais devem ser respeitados? Claro que sim! Entretanto, tais direitos ampliados por interpretação de operadores do Direito, neófitos da vida, levam ao caos.

Ao que parece, tanto a PM do Ceará como a Polícia Civil ameaçaram paralisar suas atividades, caso a decisão da delegada neófita levasse adiante sua absurda decisão. Uma pena! Deveria ter fincado pé, conduzido os policias militares ao cárcere e, caso houvesse uma paralisação, deveria ser responsabilizada pelo caos. Assim, aprenderia que seus conhecimentos em nada contribuem para a sociedade. Pelo contrário, alimentam apenas seu ego, um falso entendimento do Direito.

Quando uma mulher grávida é atingida por um disparo efetuado por um assaltante, um pai de família é assassinado na volta para casa, um adolescente é morto por um simples aparelho de celular, a responsabilidade por estes crimes está nas mãos dos que interpretam a lei de forma vesga, deturpada.
[07:51, 6/2/2018] Raphael Biseste Policia Federal: ou
[09:27, 6/2/2018] Raphael Biseste Policia Federal: No aguardo
[09:45, 6/2/2018] Raphael Biseste Policia Federal: 
[09:45, 6/2/2018] Raphael Biseste Policia Federal: Os gastos de Darcísio Perondi com consultoria

Por Guilherme Amado

Quando não está na Rússia, fazendo sabe-se lá o quê na comitiva de Michel Temer, Darcísio Perondi está quase sempre na Câmara, onde conta com um time de 15 assessores (salários que chegam a R$ 14.334).

Além desse time, Perondi tem, a exemplo de todo deputado, a consultoria da Câmara à sua disposição.

São dezenas de servidores com remuneração fixa de pelos menos R$ 23.500, concursados em uma das mais difíceis provas de concurso no país, que podem fazer pareceres para projetos e contribuir com o mandato dos deputados em diferentes áreas.

Ainda assim, o gaúcho Perondi gasta todo mês R$ 7.200 com uma consultoria sediada em Formosa (GO), a Ornelas & Ornelas Consultoria e Assessoria. Desde o começo do ano, Perondi pagou R$ 36.000 (dinheiro público) à consultoria da cidade do interior goiano.

Na comprovação das despesas, a empresa explica genericamente o que faz.

"Produção de informações, análises e textos em apoio aos posicionamentos do parlamentar sobre temas da conjuntura política em geral"; "estudo setoriais para embasar a atuação parlamentar e produção legislativa do deputado" e até "agendamento de reuniões de trabalho com dirigentes de entidades setoriais (comércio, agropecuário e instituições financeiras)".