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Lei Orgânica: 'Queremos que o melhor administrador administre e que o melhor investigador investigue' A busca de uma Lei Orgânica que dote a Polícia Federal de meios que visem a qualificação da investigação, capazes de fazer frente ao crime no país, tem sido o grande embate da categoria policial federal. “Queremos servidores valorizados e capacitados, com notório conhecimento técnico e científico, calcados na ciência policial - nossa maior aliada no combate a crimes e criminosos cada vez mais especializados”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS) e Diretor de Estratégia Sindical da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Paulo Paes. Em contrapartida ao defendido pela grande maioria dos servidores, o Projeto que tramita na Câmara também restringe os cargos de diretor-geral e superintendente regional da PF aos delegados, impedindo a promoção dos demais. A proposta da Fenapef restabelece a forma atual, que permite a indicação de qualquer pessoa de notório conhecimento técnico e científico na ciência policial e devidamente capacitada para gestão administrativa. “Queremos que o melhor administrador administre e que o melhor investigador investigue. Não pode haver concurso para chefe. Ser dirigente deve ser decorrência de merecimento e capacitação, e a experiência policial deve ser determinante para definir o grau de responsabilidade e complexidade das atribuições", ressalta Paes. Até o momento foram elaboradas seis propostas de emendas ao Projeto de Lei, contrapondo-se ao forte lobby exercido pelos delegados junto ao Congresso Nacional. Uma delas propõe uma nova estrutura de cargos na carreira policial federal, com a unificação dos cargos de agentes, escrivães e papiloscopistas e sua transformação no cargo único de “Oficial de Polícia Federal”. Outra emenda visa dar aos mesmos autonomia para coordenar, planejar e executar as medidas de segurança, e não somente executar como propõe o texto. As alterações sugeridas pela Fenapef visam, sobretudo, a modernização da instituição policial, com uma nova estrutura, mais coerente e adequada às atribuições que lhe compete. Para que não haja injustiças e para que o DPF continue a ter a credibilidade e o respeito da população brasileira, tal situação deve ser revertida. O movimento sindical dos policiais federais continua atento e trabalhando junto aos deputados, no Congresso Nacional, para que seja apresentado um relatório que realmente contemple e valorize todos os cargos da instituição, impedindo que interesses pessoais prevaleçam em detrimento de uma Polícia Federal de todos e para todos nós.
Fonte: SINPEF-RS com título da Fenapef e do SINDIPOL-BA © Copyright 2006/2009 - Todos os direitos reservados
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